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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Papo de enchente.

Diário do Rio Doce, 28/01/1982. 

Em janeiro de 1982, o alto índice pluviométrico registrado no Vale do Rio Doce causou diversos danos à população valadarense. A charge publicada pelo jornal Diário do Rio Doce criticou a ação daqueles que tentavam minimizar os efeitos das chuvas na cidade.

As chuvas de janeiro de 1982.

Assim como em outros anos, 1982 começou com motivos de preocupação para os habitantes do Vale do Rio Doce. Mais uma vez as águas do Rio Doce haviam subido devido às fortes chuvas, tanto na região de sua cabeceira quanto em Governador Valadares.


A BR-116, conhecida como Rio-Bahia, ficou interditada na região do rio Caratinga. Já em Valadares, os córregos Figueirinha e Onça provocaram inundações e causaram destruição de vias públicas. Os principais bairros atingidos foram o São Pedro, São Tarcísio, Ilha dos Araújos e bairro São Paulo, nas proximidades do Parque de Exposição Agropecuária. 

Diário do Rio Doce, 15/01/1982



O Diário do Rio Doce, noticiou os danos causados pelas chuvas de janeiro daquele ano e reiterou que os bairros considerados como áreas da elite valadarense também eram prejudicados, como no caso da Ilha dos Araújos, onde a avenida Beira-Rio ficou tomada pela lama.


 Diário do Rio Doce, 22/01/1982


A situação ficou realmente crítica no fim de janeiro quando diversas famílias tiveram que sair de suas casas e buscar abrigos em igrejas, escolas e casas de amigos. A hipótese de que as usinas administradas pela CEMIG teriam influenciado o aumento do nível das águas dos rios daquela região e gerado enchentes mais danosas, foi descartada pela Companhia Energética de Minas Gerais, que esclareceu a situação de suas usinas ao jornal Diário do Rio Doce.






 Diário do Rio Doce, 28/01/1982.