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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Inundação e prejuízos.

Diário do Rio Doce, 02/12/1997.

Diário do Rio Doce, 02/12/1997.



O primeiro final de semana do mês de dezembro de 1997 foi marcado por muita chuva e prejuízos na cidade de Governador Valadares. Desabamentos foram registrados no Morro da Carapina, Mãe de Deus e Santo Antônio, mas sem vítimas. Um posto de gasolina localizado às margens da BR-116 ficou completamente alagado. A água atingiu 1,5m de altura e vários carros ficaram submersos. Parte do asfalto da ponte sobre o Córrego do Onça cedeu. A ponte servia de ligação entre os bairros Santa Rita e o centro.

O Diário do Rio Doce apontou como a principal causa dos alagamentos a incompatibilidade ou inexistência de um sistema de drenagem da água da chuva.
Apesar da Comissão Municipal de Defesa Civil (COMDEC) ter trabalhado em regime de plantão durante o fim de semana, os moradores da Ilha dos Araújos produziram um abaixo assinado com 300 assinaturas que seria entregue ao Prefeito como tentativa de mobilizar o poder público para as questões relativas às inundações que ocorriam na Ilha todos os anos. 





Diário do Rio Doce, 02/12/1997.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

As chuvas de 1984.

Ao longo de 1984 várias reportagens sobre enchentes foram publicadas pelo jornal Diário do Rio Doce, como aquelas que abordaram os prejuízos causados pelo Córrego Figueirinha, por exemplo. Muitas pessoas perderam seus pertences e tiveram suas casas danificadas após o transbordamento do córrego em outubro daquele ano. 

Outro ponto de Valadares que frequentemente era citado pelo jornal era a avenida JK, que ficava intransitável por causa das chuvas como podemos observar na segunda foto. 



Diário do Rio Doce, 21/10/1984. 

Diário do Rio Doce, 21/10/1984. 

Em novembro daquele mesmo ano, o bairro Santa Rita ficou ilhado devido às fortes chuvas. Muitos moradores não conseguiam sair de suas casas e alguns utilizavam barcos e caiaques como meios de transporte.


 Diário do Rio Doce, 23/11/1984. 

Diário do Rio Doce, 06/12/1984. 

Outro problema relatado pelo jornal, era a precariedade de ruas e estradas, que com as chuvas viravam imensos lamaçais.

 Diário do Rio Doce, 11/12/1984. 

 Diário do Rio Doce, 20/12/1984. 

Diário do Rio Doce, 20/12/1984. 

Estragos causados pelas chuvas geram revolta em valadarenses.

 Diário do Rio Doce, 04/11/1983.


Diário do Rio Doce, 08/11/1983. 



Em novembro de 1983, o Diário do Rio Doce publicou várias reportagens sobre os danos causados por fortes chuvas às famílias pobres de Governador Valadares. 
Destaque foi dado ao bairro Santa Helena, onde, além dos prejuízos materiais, como perda de móveis e documentos, os moradores tinham que se preocupar com a possibilidade de contágio por doenças adquiridas pelo contato com água poluída e lixo.

Os moradores revoltados, culpavam não só a Prefeitura Municipal de Governador Valadares, como também um senhor que residia no mesmo bairro e havia construído um muro para tentar proteger sua residência. Segundo os relatos feitos ao jornal, o muro serviu como empecilho para o escoamento da água e acabou prejudicando ainda mais a população que, com raiva, tentou linchar o homem, sendo necessária uma intervenção policial no local. 

Outros bairros que também sofreram com as fortes chuvas daquele mês e tiveram suas situações relatadas pelo jornal foram o Santa Rita e Altinópolis. 

Diário do Rio Doce, 09/11/1983. 

Córregos e chuvas.

Diário do Rio Doce, 15/01/1983. 

O transbordamento do córrego Figueirinha, em Governador Valadares, voltou a ser noticiado em janeiro de 1983 pelo jornal Diário do Rio Doce, principal periódico da região. 

As primeiras notícias davam conta de que muitos moradores dos bairros São Geraldo, Vila Mariana, Altinópolis e Santa Terezinha tinham sido surpreendidos pelas águas e estavam desabrigados. 

Também no bairro São Geraldo um jovem faleceu após mergulhar no Córrego Figueirinha e ser levado pela correnteza.


Outro bairro de Valadares que enfrentava problemas naquela ocasião era o bairro São Cristóvão, que passou a abrigar uma lagoa um ano antes, quando a mesma foi escoada do bairro Jardim Pérola. Vias importantes como a avenida JK ficavam intransitáveis devido ao acúmulo de água da chuva.

As chuvas de janeiro de 1982.

Assim como em outros anos, 1982 começou com motivos de preocupação para os habitantes do Vale do Rio Doce. Mais uma vez as águas do Rio Doce haviam subido devido às fortes chuvas, tanto na região de sua cabeceira quanto em Governador Valadares.


A BR-116, conhecida como Rio-Bahia, ficou interditada na região do rio Caratinga. Já em Valadares, os córregos Figueirinha e Onça provocaram inundações e causaram destruição de vias públicas. Os principais bairros atingidos foram o São Pedro, São Tarcísio, Ilha dos Araújos e bairro São Paulo, nas proximidades do Parque de Exposição Agropecuária. 

Diário do Rio Doce, 15/01/1982



O Diário do Rio Doce, noticiou os danos causados pelas chuvas de janeiro daquele ano e reiterou que os bairros considerados como áreas da elite valadarense também eram prejudicados, como no caso da Ilha dos Araújos, onde a avenida Beira-Rio ficou tomada pela lama.


 Diário do Rio Doce, 22/01/1982


A situação ficou realmente crítica no fim de janeiro quando diversas famílias tiveram que sair de suas casas e buscar abrigos em igrejas, escolas e casas de amigos. A hipótese de que as usinas administradas pela CEMIG teriam influenciado o aumento do nível das águas dos rios daquela região e gerado enchentes mais danosas, foi descartada pela Companhia Energética de Minas Gerais, que esclareceu a situação de suas usinas ao jornal Diário do Rio Doce.






 Diário do Rio Doce, 28/01/1982. 

domingo, 8 de setembro de 2013

Chuvas de novembro.

 Diário do Rio Doce, 13/11/1981. 


Em novembro de 1981, o jornal Diário do Rio Doce publicou diversas matérias abordando os problemas causados pelo período chuvoso em Governador Valadares.

Entre eles, o perigoso lazer das crianças que se banhavam no Rio Doce como forma de amenizar o calor sentido na região; o esforço da Prefeitura Municipal, através da COMDEC – Comissão Municipal de Defesa Civil – para avaliar a situação do Rio Doce, uma vez que as águas do rio já atingiam algumas casas no bairro São Paulo no início do mês de novembro e também os estragos causados pelas chuvas a partir da segunda quinzena daquele mês, quando o índice pluviométrico atingiu um maior volume. 



 Diário do Rio Doce, 14/11/1981. 
 Diário do Rio Doce, 15/11/1981. 
 Diário do Rio Doce, 15/11/1981. 
  Diário do Rio Doce, 15/11/1981. 




Vias como a Avenida Veneza, no bairro Grã-Duquesa, ficaram intransitáveis depois do transbordamento de córregos.


 Diário do Rio Doce, 18/11/1981. 



Em 26 de novembro, o jornal chamou a atenção para a situação do bairro São Cristóvão, onde muitas casas foram atingidas e comerciantes tiveram seus negócios prejudicados.
Em geral, os problemas apontados são os mesmos: falta de drenagem, rede de esgotos precária e pavimentação inadequada das ruas. 

Diário do Rio Doce, 26/11/1981. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Cheia do córrego Figueirinha deixou centenas de desabrigados.



A reportagem publicada no dia 16 de janeiro de 1980 sob o título “Cheia do Figueirinha desabriga mais de 150 pessoas” relatou que 150 pessoas deixaram suas casas que ficavam às margens do córrego Figueirinha e foram se abrigar em igrejas e galpões devido à enchente.



Além disso, o jornal estimou que outras 500 pessoas procuraram ajuda em casas de parentes. A Defesa Civil informou na ocasião que estava atenta aos bairros Lourdes e Santa Terezinha, assim como outros que margeavam o córrego Figueirinha, por eles serem mais populosos.




O periódico relata ainda que um projeto de drenagem do córrego já era estudado pelo Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS).

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Transtornos causados pelas chuvas.

No dia 30 de janeiro de 1979, o Diário do Rio Doce trata do estado de calamidade vivido pela cidade de Governador Valadares por causa do alto índice pluviométrico registrado em janeiro daquele ano.



A primeira referência é uma foto do conjunto BNH na Ilha dos Araújos, que foi invadido pelas águas do Rio Doce. A imagem é usada como chamada para a reportagem publicada no miolo do jornal. 





Ilha dos Araújos. 
Diário do Rio Doce, 30/01/1979.

A manchete escrita em caixa alta informa e ao mesmo tempo causa alarme no leitor: “Rio Doce invade as áreas mais baixas de GV”.




Diário do Rio Doce, 30/01/1979.


Segundo a matéria, a cheia do Rio Doce ameaçava as faixas de terra às margens do curso d’água. Os bairros mais afetados eram o São Paulo, Santa Terezinha, São Pedro e também as áreas próximas ao Córrego Figueirinha. 

O texto do jornal, além de ter um caráter informativo, tem como objetivo alertar os leitores para os perigos que poderiam ser causados pelas chuvas previstas para as horas posteriores ao fechamento da edição do periódico. 

O 6º Batalhão da Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Semov estavam com suas equipes de prontidão para atender as emergências.

A situação

As partes mais baixas do São Paulo e Santa Teresinha, bem como da região lateral do Figueirinha, tinham água dentro de diversas casas e barracos, assim como no São Pedro, que é bastante baixo. Na Ilha dos Araújos, os esgotos pluviais, recentemente implantados, estão funcionando ao contrário, isto é, conduzindo água do rio para a Ilha. A Av. Rio Doce foi invadida na altura da Av. Suaçuí, mas a água retorna ao leito do Rio Doce na altura da Rua 34. A Rua 14 tem três quarteirões totalmente tomados pela água... (Diário do Rio Doce, 30 de janeiro de 1979).

A reportagem apresenta ainda quatro fotografias em preto e branco com formato quadrangular. Todas elas mostram áreas tomadas pelas águas do Rio Doce ou pela lama. A legenda é a seguinte: Esta é a situação dos bairros de Governador Valadares: muita água e lama. A população vai-se virando, porque o Semov já informou que não há como resolver o problema. Só depois das chuvas é que são feitos reparos. Em alguns bairros, como o Santa Teresinha e o São Paulo (partes baixas), as águas são do Rio Doce. 

Na mesma edição, o chargista Clóvis denuncia a precária situação da Ilha dos Araújos através de seu desenho. O personagem da charge carrega uma trouxa com seus pertences e se agarra a única coisa que sobrou em seu caminho, uma placa com a palavra “Ilha”.





 “Ilha”. Clóvis. Diário do Rio Doce, 30/01/1979. 

sábado, 13 de julho de 2013

Danos causados pelo alto índice pluviométrico de janeiro de 1979 em Governador Valadares










Diário do Rio Doce, 28/01/1979.





“Chuva de janeiro é três vezes além do normal e Rio Doce faz estragos”. Esta é a manchete da reportagem veiculada na edição do Diário do Rio Doce que foi posta nas bancas no dia 28 de janeiro de 1979. A matéria resumiu a situação da cidade de Governador Valadares frente às chuvas daquele período. 

Segundo o Diário, em janeiro de 1979 choveu três vezes mais que o esperado para a região, de acordo com a medição pluviométrica feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia. 

O Departamento Estadual de Estradas e Rodagem trabalhava em regime de plantão para atender a todas as demandas devido à cheia do Rio Doce. O ponto mais afetado em janeiro foi a Ilha dos Araújos, por sua posição geográfica. 

Alguns problemas causados pelo alto índice pluviométrico do verão de 1979 também foram elencados pelo jornal: paralisação do transporte realizado por balsa; dificuldade de fornecimento de água para o conjunto de apartamentos da Ilha dos Araújos; inundação das áreas às margens do Rio Doce como, por exemplo, ruas do Bairro São Pedro. Além disso, o bairro Santa Teresinha registrou desabamentos de aterros e obras de arrimo de sua única praça. 

Ainda de acordo com o jornal, o Semov e o Corpo de Bombeiros receberam muitos chamados de socorro por dia. No entanto, apenas duas mortes relacionadas às chuvas foram registradas naquele mês. 

A reportagem é ilustrada com 5 fotografias em preto e branco que mostram o Rio Doce, o córrego Figueirinha e algumas áreas afetadas pelas águas desses dois cursos d’água. 

A seguinte legenda determina a leitura das fotos: “As chuvas que têm caído nesta região vêm causando sérios problemas. Os cursos d’água que mais perturbam são o Córrego Figueirinha, que banha a área urbana, e o Rio Doce, por seu grande volume de água. Há vários pontos inundados, entre eles, sob o conjunto do BNH, na Ilha dos Araújos. As balsas estão paralisadas e muitos quintais e ruas invadidos”. 

Morte de duas crianças no Córrego Figueirinha.

Em 25 de janeiro de 1979, o Diário do Rio Doce noticia que duas crianças, uma de 10 e outra de 8 anos, caíram no Córrego Figueirinha e foram levadas pela correnteza. O acidente aconteceu na ponte localizada na rua 21, entre o bairro de Lourdes e a Vila Mariana.

Nesta reportagem, para denunciar o estado precário da ponte da qual as duas crianças caíram, o periódico volta a publicar a fotografia veiculada na edição do dia 20 daquele mesmo mês com a legenda: “Nesta ponte coberta pelas águas do Figueirinha, morreram os dois meninos”. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Transbordamento do córrego Figueirinha.





Diário do Rio Doce, 20/01/1979.




Em 20 de janeiro de 1979, o Diário do Rio Doce veiculou uma fotografia, sem título e sem crédito ao autor, que retrata o transbordamento do córrego Figueirinha, no Bairro de Lourdes.

Com formato quadrangular e impressão em preto e branco, o que chama a atenção nesta fotografia é o casal de valadarenses parado em meio às águas do córrego, sendo que o homem carrega nos ombros uma bicicleta, meio de transporte bastante popular na região. O casal é observado por crianças e adultos abrigados em área seca.

A legenda da foto informa aos leitores que, em breve, aquele fato não voltaria a se repetir, uma vez que a Prefeitura Municipal de Governador Valadares, em convênio com o Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), promoveria a drenagem do córrego.