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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Como drenar?

Diário do Rio Doce, 11/12/1997.

Diário do Rio Doce, 12/12/1997.

Em 11 de dezembro de 1997, o repórter Sander Neves noticiou nas páginas do Diário do Rio Doce que, ao contrário do que a população imaginava, as bocas-de-lobo entupidas não eram a causa dos alagamentos na região central de Governador Valadares.
De acordo com informações cedidas pelo SEMOV, o problema era a não conclusão dos projetos de drenagem para as principais vias do município. Havia bocas-de-lobo, mas não havia sistema de drenagem. Os pontos mais críticos eram as ruas Israel Pinheiro, Belo Horizonte, Marechal Floriano e Sete de Setembro.
O jornal voltou a pedir que as autoridades municipais resolvessem o problema de drenagem das águas de enxurrada que se acumulavam no viaduto conhecido como Mergulhão. 

sábado, 12 de outubro de 2013

Santa Rita.

Diário do Rio Doce, 01/01/1997.

Segundo o Diário do Rio Doce, o bairro Santa Rita era o mais populoso da cidade de Governador Valadares em 1997, e também o mais castigado pelas chuvas.
Falta de pavimentação adequada das vias, buracos e dificuldade de escoamento da água da chuva eram alguns dos problemas de infraestrutura que causavam alagamentos no bairro. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Chuvas deixam Valadares no caos.

Diário do Rio Doce, 01/11/1995.

Diário do Rio Doce, 01/11/1995.

“Ruas intransitáveis, tomadas de lama e lixo, desmoronamento de barrancos e risco de desabamentos de casas em vários bairros é o resultado das chuvas que caem na cidade desde o último domingo. Entrar em alguns bairros da periferia é quase impossível. Os veículos que tentam passar ficam atolados. Os ônibus só levam os passageiros até certa altura. A maior parte do trajeto tem de ser feita a pé”.
Esse é o quadro caótico que o Diário do Rio Doce apresentou no dia 1º de novembro de 1995. Segundo o periódico os bairros que mais sofriam com os efeitos das chuvas eram Santo Antônio, Mãe de Deus, Santa Paula, Planalto, Nossa Senhora das Graças, Bela Vista, Nova Vila Bretas, Ipê e Atalaia.
O córrego Figueirinha também foi apontado como um grande vilão nesta mesma edição do DRD. 

Chuvas deixam famílias desabrigadas.

Diário do Rio Doce, 31/10/1995.

Diário do Rio Doce, 31/10/1995.

Diário do Rio Doce, 31/10/1995.


Em outubro de 1995 as chuvas voltaram a causar estragos em Governador Valadares. Assim como em outras ocasiões, o córrego Figueirinha transbordou, atingindo casas de moradores ribeirinhos.
No bairro Jardim do Trevo cinco famílias ficaram desabrigadas e os moradores voltaram a reclamar das obras precárias de infraestrutura, como aquelas de calçamento e asfaltamento das vias do bairro. 

Lama e esgoto.



Diário do Rio doce, 06/12/1994.



Em 06 de dezembro de 1994, o DRD noticiou a situação precária da rua Guanabara no bairro Jardim do Trevo. A via que havia sido asfaltada a pouco tempo teve seu asfalto arrancado com a força da enxurrada. Além disso, a rede de esgoto se rompeu e todos os dejetos estavam a céu aberto. Os moradores buscavam amenizar a situação como podiam, retirando a lama com enxadas.
Segundo o jornal, o SEMOV e o SAAE não responderam às perguntas do jornal sobre a situação na rua Guanabara. 

Águas passadas em novembro de 1994.

Diário do Rio Doce, 22/11/1994.

Diário do Rio Doce, 22/11/1994.

Diário do Rio Doce, 22/11/1994.

Diário do Rio Doce, 22/11/1994.




Em novembro de 1994 não foram só as áreas periféricas de Governador Valadares ou as avenidas centrais que sofreram os efeitos nocivos das chuvas daquele mês. 

A sede do Conselho Tutelar da cidade ficou inundada e vários processos foram perdidos. A cadeia pública do município também ficou alagada e os presos prometeram realizar uma rebelião caso a situação não fosse solucionada, uma vez que todas as celas estavam cheias de água. 

Ainda segundo o jornal, “as chuvas desmascararam as obras eleitoreiras”. 



“A questão, conforme acusam, está relacionada a serviços mal feitos ou eleitoreiros realizados pelos administradores municipais em período de política, sem obedecer qualquer regra de segurança. O grande exemplo é a Avenida Guanabara no bairro Santa Paula, onde todo o asfalto, que estava prestes a ser inaugurado, foi arrancado pelas chuvas”. 


domingo, 22 de setembro de 2013

Ruas e crateras.


Diário do Rio Doce, 20/01/1991. 

Diário do Rio Doce, 20/01/1991. 


Durante toda nossa pesquisa, foi possível observar a relação direta entre os problemas causados pelas chuvas e a ausência de infraestrutura adequada na cidade de Governador Valadares.

Como exemplo, podemos citar a reportagem veiculada pelo jornal Diário do Rio Doce em 20 de janeiro de 1991. A matéria aborda a precariedade das ruas dos bairros periféricos após as chuvas. Segundo o jornal, a única alternativa dos moradores era trabalhar em mutirão para aterrar as erosões causadas pelas águas, uma vez que o poder público não solucionava a questão.

1988

Imagem: Diário do Rio Doce, 15/01/1988.



“Poucos minutos de chuva forte, e pronto – Governador Valadares fica completamente inundada. Ontem, por volta das 17h45m choveu forte sobre toda a cidade, com inundações de casas comerciais no Centro e nos bairros da periferia. A cidade não possui rede pluvial capaz de absorver a água de qualquer chuva forte que dure 20m. A foto é da avenida Minas Gerais com rua Marechal Floriano”.

O texto acima transcrito foi publicado como legenda da foto veiculada pelo Diário do Rio Doce em 15 de janeiro de 1988 e demonstra que ainda no final da década de 1980 a cidade ainda não conseguira resolver problemas básicos de infraestrutura. 

Vinte e oito minutos de chuva quase mudam Governador Valadares.

A reportagem publicada pelo Diário do Rio Doce às vésperas do Natal de 1987 possui caráter crítico e relata o caos vivido na Avenida JK devido a 28 minutos de chuva, que causaram a inundação de diversas ruas e do Mergulhão, ocasionando grandes engarrafamentos e pânico em toda população.


A reportagem retrata o caos ocorrido na principal avenida de GV por meio de imagens e, ao longo de seu texto, a matéria ressalta o problema da falta de escoamento de água das ruas. Podemos concluir portanto, que o problema não era a quantidade de chuva, mas a ausência de as redes pluviais capazes de escoar a água das chuvas. 


 Diário do Rio Doce, 23/12/1987.


Diário do Rio Doce, 23/12/1987. 

Falta de infraestrutura em bairros periféricos de Governador Valadares.

Em dezembro de 1987 o jornal Diário do Rio Doce denunciou mais uma vez o descaso das autoridades públicas com a infraestrutura de bairros periféricos da cidade de Governador Valadares.

A primeira crítica foi veiculada em 05 de dezembro, quando o periódico abordou a precariedade em que viviam os moradores do bairro Vila dos Montes, que, de acordo com a notícia, não possuía redes de esgoto, calçamento e fornecimento de água.

Além disso, o presidente da Associação de Moradores relatou ao Diário que a escola do bairro estava tomada pelas águas que transbordaram de uma lagoa localizada nas proximidades do colégio. Os moradores da Vila dos Montes enfrentavam problemas desde 1978 quando uma vala foi aberta pela ação das chuvas e dividiu o bairro ao meio.

Diário do Rio Doce, 05/12/1987


Em 15 de dezembro de 1987 o Diário do Rio Doce também denunciou a falta de infraestrutura de drenagem e pavimentação de ruas em vários bairros de Valadares, como o Santa Helena e Altinópolis. Os moradores identificaram a causa dos problemas: obras de esgoto não concluídas pelo SAAE e SEMOV.

Mas, o caso que mais chama a atenção do leitor é o do “lixão da Vila Isa”. Segundo o periódico, o bairro Ipê era atingido pelas águas acumuladas no lixão, que formavam uma verdadeira lagoa e obrigava alguns moradores a abandonarem suas casas. 

Diário do Rio Doce, 15/12/1987.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Mergulhão Mergulhado.

Diário do Rio Doce, 21/01/1987.




A charge publicada pelo jornal Diário do Rio Doce em 21 de janeiro de 1987 aborda o acúmulo frequente de águas no viaduto rebaixado conhecido como “Mergulhão" , o que prejudicava a passagem de veículos.

Além da charge, o jornal publicou naquele mesmo dia uma matéria sobre a chuva forte que caiu na cidade de Governador Valadares naquela ocasião. A reportagem em questão possui caráter informativo e relata a interdição do viaduto rebaixado conhecido como “mergulhão”.

Devido a fortes pancadas de chuva, que ocasionaram acúmulo de água e lixo no mergulhão, o tráfego de carros, caminhões e ônibus ficou interrompido.


Diário do Rio Doce, 21/01/1987.

Águas passadas em dezembro de 1986.

 Diário do Rio Doce, 10/12/1986.

As chuvas de verão que caíram em Governador Valadares em dezembro de 1986 inundaram o viaduto rebaixado da Companhia Vale do Rio Doce, conhecido como “Mergulhão”. Mesmo com uma bomba de sucção instalada no Mergulhão, a água ficou acumulada, uma vez que o SEMOV não realizava limpezas diárias no local e a bomba ficou obstruída. Ventos de grande velocidade também provocaram pânico entre os moradores e diversas ocorrências foram registradas. 


 Diário do Rio Doce, 10/12/1986.


 Diário do Rio Doce, 10/12/1986.


Apesar das chuvas, o jornal lembrou aos seus leitores que o verão era tempo de alegria, de aproveitar a vida com “pouca roupa”. Época de praia e piscina. Segundo o periódico, os “amantes da estação” estavam otimistas quanto ao predomínio do sol.

Diário do Rio Doce, 23/12/1986.

No entanto, o que prevaleceu nas páginas do DRD naquela ocasião foram as notícias relativas às destruições causadas por temporais.



Diário do Rio Doce, 30/12/1986.

Infraestrutura valadarense.

Em janeiro de 1986 o jornal Diário do Rio Doce denunciou a precária infraestrutura de Governador Valadares.

Segundo o jornal, poucos minutos de chuva eram suficientes para que se formassem muitas poças de águas nas ruas. O jornal elencou os principais problemas da cidade decorrentes de uma gestão pública ineficiente, tais como precariedade da rede pluvial e falta de bocas-de-lobo. 



 Diário do Rio Doce, 07/01/1986.

Além dos assuntos já mencionados, o jornal relatou que as chuvas e a ausência de uma verdadeira infraestrutura prejudicavam a economia local, uma vez que veículos de muitas empresas e firmas comerciais também ficaram impedidos de trafegar.


Diário do Rio Doce, 09/01/1986.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

As chuvas de 1984.

Ao longo de 1984 várias reportagens sobre enchentes foram publicadas pelo jornal Diário do Rio Doce, como aquelas que abordaram os prejuízos causados pelo Córrego Figueirinha, por exemplo. Muitas pessoas perderam seus pertences e tiveram suas casas danificadas após o transbordamento do córrego em outubro daquele ano. 

Outro ponto de Valadares que frequentemente era citado pelo jornal era a avenida JK, que ficava intransitável por causa das chuvas como podemos observar na segunda foto. 



Diário do Rio Doce, 21/10/1984. 

Diário do Rio Doce, 21/10/1984. 

Em novembro daquele mesmo ano, o bairro Santa Rita ficou ilhado devido às fortes chuvas. Muitos moradores não conseguiam sair de suas casas e alguns utilizavam barcos e caiaques como meios de transporte.


 Diário do Rio Doce, 23/11/1984. 

Diário do Rio Doce, 06/12/1984. 

Outro problema relatado pelo jornal, era a precariedade de ruas e estradas, que com as chuvas viravam imensos lamaçais.

 Diário do Rio Doce, 11/12/1984. 

 Diário do Rio Doce, 20/12/1984. 

Diário do Rio Doce, 20/12/1984. 

As chuvas de janeiro de 1982.

Assim como em outros anos, 1982 começou com motivos de preocupação para os habitantes do Vale do Rio Doce. Mais uma vez as águas do Rio Doce haviam subido devido às fortes chuvas, tanto na região de sua cabeceira quanto em Governador Valadares.


A BR-116, conhecida como Rio-Bahia, ficou interditada na região do rio Caratinga. Já em Valadares, os córregos Figueirinha e Onça provocaram inundações e causaram destruição de vias públicas. Os principais bairros atingidos foram o São Pedro, São Tarcísio, Ilha dos Araújos e bairro São Paulo, nas proximidades do Parque de Exposição Agropecuária. 

Diário do Rio Doce, 15/01/1982



O Diário do Rio Doce, noticiou os danos causados pelas chuvas de janeiro daquele ano e reiterou que os bairros considerados como áreas da elite valadarense também eram prejudicados, como no caso da Ilha dos Araújos, onde a avenida Beira-Rio ficou tomada pela lama.


 Diário do Rio Doce, 22/01/1982


A situação ficou realmente crítica no fim de janeiro quando diversas famílias tiveram que sair de suas casas e buscar abrigos em igrejas, escolas e casas de amigos. A hipótese de que as usinas administradas pela CEMIG teriam influenciado o aumento do nível das águas dos rios daquela região e gerado enchentes mais danosas, foi descartada pela Companhia Energética de Minas Gerais, que esclareceu a situação de suas usinas ao jornal Diário do Rio Doce.






 Diário do Rio Doce, 28/01/1982. 

domingo, 8 de setembro de 2013

Chuvas de novembro.

 Diário do Rio Doce, 13/11/1981. 


Em novembro de 1981, o jornal Diário do Rio Doce publicou diversas matérias abordando os problemas causados pelo período chuvoso em Governador Valadares.

Entre eles, o perigoso lazer das crianças que se banhavam no Rio Doce como forma de amenizar o calor sentido na região; o esforço da Prefeitura Municipal, através da COMDEC – Comissão Municipal de Defesa Civil – para avaliar a situação do Rio Doce, uma vez que as águas do rio já atingiam algumas casas no bairro São Paulo no início do mês de novembro e também os estragos causados pelas chuvas a partir da segunda quinzena daquele mês, quando o índice pluviométrico atingiu um maior volume. 



 Diário do Rio Doce, 14/11/1981. 
 Diário do Rio Doce, 15/11/1981. 
 Diário do Rio Doce, 15/11/1981. 
  Diário do Rio Doce, 15/11/1981. 




Vias como a Avenida Veneza, no bairro Grã-Duquesa, ficaram intransitáveis depois do transbordamento de córregos.


 Diário do Rio Doce, 18/11/1981. 



Em 26 de novembro, o jornal chamou a atenção para a situação do bairro São Cristóvão, onde muitas casas foram atingidas e comerciantes tiveram seus negócios prejudicados.
Em geral, os problemas apontados são os mesmos: falta de drenagem, rede de esgotos precária e pavimentação inadequada das ruas. 

Diário do Rio Doce, 26/11/1981. 

Chuva causa transtornos nos bairros de Governador Valadares.


Diário do Rio Doce, 20/01/1980. 

Em 20 de janeiro de 1980 o jornal Diário do Rio Doce publicou uma reportagem sobre a situação das vias públicas dos bairros localizados nas áreas periféricas de Governador Valadares.
Os bairros Santa Helena, Santa Efigênia e São Cristóvão possuíam quase todas as ruas interditadas, além de vias do bairro Jardim Pérola.


Segundo o periódico, a solução para os problemas seria a instalação de redes de esgoto pluviais e pavimentação adequada. 

sábado, 13 de julho de 2013

Chuvas e trânsito.



Diário do Rio Doce, 26/01/1979. 


Em 26 de janeiro de 1979, o principal jornal de Governador Valadares veiculou uma fotografia da Avenida Lisboa tomada pelas águas da chuva, com dois carros populares tentando completar seus trajetos em meio à enxurrada. 

A avenida foi classificada pelo Diário do Rio Doce como umas das principais artérias do Bairro Grã-Duquesa, que ficava praticamente intransitável quando chovia intensamente na cidade. 

Além disso, o Diário atribuiu os problemas causados pelas chuvas à falta de planejamento e infraestrutura do bairro e do município em geral.