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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Inundação e prejuízos.

Diário do Rio Doce, 02/12/1997.

Diário do Rio Doce, 02/12/1997.



O primeiro final de semana do mês de dezembro de 1997 foi marcado por muita chuva e prejuízos na cidade de Governador Valadares. Desabamentos foram registrados no Morro da Carapina, Mãe de Deus e Santo Antônio, mas sem vítimas. Um posto de gasolina localizado às margens da BR-116 ficou completamente alagado. A água atingiu 1,5m de altura e vários carros ficaram submersos. Parte do asfalto da ponte sobre o Córrego do Onça cedeu. A ponte servia de ligação entre os bairros Santa Rita e o centro.

O Diário do Rio Doce apontou como a principal causa dos alagamentos a incompatibilidade ou inexistência de um sistema de drenagem da água da chuva.
Apesar da Comissão Municipal de Defesa Civil (COMDEC) ter trabalhado em regime de plantão durante o fim de semana, os moradores da Ilha dos Araújos produziram um abaixo assinado com 300 assinaturas que seria entregue ao Prefeito como tentativa de mobilizar o poder público para as questões relativas às inundações que ocorriam na Ilha todos os anos. 





Diário do Rio Doce, 02/12/1997.

sábado, 12 de outubro de 2013

Nem tão diferentes assim...



Celim. Diário do Rio Doce, 11/01/1997.

Em sua charge, Celim aborda as diferenças econômica e social entre os bairros Carapina e Ilha dos Araújos.

A Ilha era um bairro ocupado por famílias ricas. Mesmo assim não estava imune aos problemas causados pelas chuvas. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A ilha e as águas.

Diário do Rio Doce, 16/12/1992.


Em dezembro de 1992 o Diário do Rio Doce voltou a noticiar os problemas que os moradores da Ilha dos Araújos viviam durante o período chuvoso, quando as águas do Rio Doce tomavam as ruas do bairro. 

Cheia do Rio Doce desaloja população.

Diário do Rio Doce, 26/01/1992.

Diário do Rio Doce, 26/01/1992.


Diário do Rio Doce, 26/01/1992.



Diário do Rio Doce, 26/01/1992.

Diário do Rio Doce, 26/01/1992.


Segundo o jornal Diário do Rio Doce, durante a madrugada do dia 26 de janeiro de 1992, o Rio Doce subiu três centímetros por hora. A previsão era de que na parte da manhã daquele dia as águas atingissem mais de três metros.
Com a enchente, muitas famílias tiveram que ser removidas de suas casas. Aquelas que não tinham amigos ou parentes que pudessem ajuda-las ficaram alojadas em escolas, igrejas ou nos prédios do SEMOV e do CAMIG.
Os bairros mais afetados foram o São Pedro, São Tarcísio, Santa Terezinha, São Paulo, Ilha dos Araújos. Além da preocupação com as perdas materiais, os valadarense também se preocupavam com a transmissão de doenças.
No bairro Santa Efigênia, Morro do Carapina (bairro Nossa Senhora das Graças), Morro da Orelha (bairro São Raimundo), bairro Santa Helena e bairro Vila Mariana o problema era o desabamento das casas. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Correntezas

Em janeiro de 1992 cinco moradores de Governador Valadares perderam seus pertences ao tentarem transportar móveis e utensílios domésticos em uma balsa através o Rio Doce. As fortes correntezas levaram os objetos e quase provocaram a morte dos valadarenses. Com o transbordamento do Rio, casas dos bairros São Tarcísio, São Paulo e Ilha dos Araújos foram invadidas pelas águas. 


Diário do Rio Doce, 17/01/1992.

Diário do Rio Doce, 17/01/1992.




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

As chuvas de janeiro de 1982.

Assim como em outros anos, 1982 começou com motivos de preocupação para os habitantes do Vale do Rio Doce. Mais uma vez as águas do Rio Doce haviam subido devido às fortes chuvas, tanto na região de sua cabeceira quanto em Governador Valadares.


A BR-116, conhecida como Rio-Bahia, ficou interditada na região do rio Caratinga. Já em Valadares, os córregos Figueirinha e Onça provocaram inundações e causaram destruição de vias públicas. Os principais bairros atingidos foram o São Pedro, São Tarcísio, Ilha dos Araújos e bairro São Paulo, nas proximidades do Parque de Exposição Agropecuária. 

Diário do Rio Doce, 15/01/1982



O Diário do Rio Doce, noticiou os danos causados pelas chuvas de janeiro daquele ano e reiterou que os bairros considerados como áreas da elite valadarense também eram prejudicados, como no caso da Ilha dos Araújos, onde a avenida Beira-Rio ficou tomada pela lama.


 Diário do Rio Doce, 22/01/1982


A situação ficou realmente crítica no fim de janeiro quando diversas famílias tiveram que sair de suas casas e buscar abrigos em igrejas, escolas e casas de amigos. A hipótese de que as usinas administradas pela CEMIG teriam influenciado o aumento do nível das águas dos rios daquela região e gerado enchentes mais danosas, foi descartada pela Companhia Energética de Minas Gerais, que esclareceu a situação de suas usinas ao jornal Diário do Rio Doce.






 Diário do Rio Doce, 28/01/1982. 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Chuvas e charges



Clóvis. Diário do Rio Doce, 16//01/1980.



O chargista Clóvis publicou dois trabalhos na edição de 16 de janeiro de 1980 do Diário do Rio Doce. Clóvis abordou a situação dos moradores que viviam na Ilha dos Araújos e a dificuldade enfrentada pela SEMOV para manter seus trabalhos regulares. Os dois problemas eram causados pelo mesmo motivo: o alto índice pluviométrico registrado no verão de 1980.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Enchente causada pela cheia do Rio Doce.


Diário do Rio Doce, 07/11/1979.

Em novembro de 1979 a enchente causada pela cheia do Rio Doce em Governador Valadares deixou cerca de 500 pessoas desabrigadas. As pessoas foram removidas das áreas inundadas por uma equipe de 250 homens do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Além disso, o 6º Batalhão da PM disponibilizou sua cantina para alimentar a população sem casa.

Os bairros mais afetados foram: Santa Rita, São Paulo, Santa Teresinha, São Tarcísio, São Pedro e a Ilha dos Araújos.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Transtornos causados pelas chuvas.

No dia 30 de janeiro de 1979, o Diário do Rio Doce trata do estado de calamidade vivido pela cidade de Governador Valadares por causa do alto índice pluviométrico registrado em janeiro daquele ano.



A primeira referência é uma foto do conjunto BNH na Ilha dos Araújos, que foi invadido pelas águas do Rio Doce. A imagem é usada como chamada para a reportagem publicada no miolo do jornal. 





Ilha dos Araújos. 
Diário do Rio Doce, 30/01/1979.

A manchete escrita em caixa alta informa e ao mesmo tempo causa alarme no leitor: “Rio Doce invade as áreas mais baixas de GV”.




Diário do Rio Doce, 30/01/1979.


Segundo a matéria, a cheia do Rio Doce ameaçava as faixas de terra às margens do curso d’água. Os bairros mais afetados eram o São Paulo, Santa Terezinha, São Pedro e também as áreas próximas ao Córrego Figueirinha. 

O texto do jornal, além de ter um caráter informativo, tem como objetivo alertar os leitores para os perigos que poderiam ser causados pelas chuvas previstas para as horas posteriores ao fechamento da edição do periódico. 

O 6º Batalhão da Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Semov estavam com suas equipes de prontidão para atender as emergências.

A situação

As partes mais baixas do São Paulo e Santa Teresinha, bem como da região lateral do Figueirinha, tinham água dentro de diversas casas e barracos, assim como no São Pedro, que é bastante baixo. Na Ilha dos Araújos, os esgotos pluviais, recentemente implantados, estão funcionando ao contrário, isto é, conduzindo água do rio para a Ilha. A Av. Rio Doce foi invadida na altura da Av. Suaçuí, mas a água retorna ao leito do Rio Doce na altura da Rua 34. A Rua 14 tem três quarteirões totalmente tomados pela água... (Diário do Rio Doce, 30 de janeiro de 1979).

A reportagem apresenta ainda quatro fotografias em preto e branco com formato quadrangular. Todas elas mostram áreas tomadas pelas águas do Rio Doce ou pela lama. A legenda é a seguinte: Esta é a situação dos bairros de Governador Valadares: muita água e lama. A população vai-se virando, porque o Semov já informou que não há como resolver o problema. Só depois das chuvas é que são feitos reparos. Em alguns bairros, como o Santa Teresinha e o São Paulo (partes baixas), as águas são do Rio Doce. 

Na mesma edição, o chargista Clóvis denuncia a precária situação da Ilha dos Araújos através de seu desenho. O personagem da charge carrega uma trouxa com seus pertences e se agarra a única coisa que sobrou em seu caminho, uma placa com a palavra “Ilha”.





 “Ilha”. Clóvis. Diário do Rio Doce, 30/01/1979. 

sábado, 13 de julho de 2013

Danos causados pelo alto índice pluviométrico de janeiro de 1979 em Governador Valadares










Diário do Rio Doce, 28/01/1979.





“Chuva de janeiro é três vezes além do normal e Rio Doce faz estragos”. Esta é a manchete da reportagem veiculada na edição do Diário do Rio Doce que foi posta nas bancas no dia 28 de janeiro de 1979. A matéria resumiu a situação da cidade de Governador Valadares frente às chuvas daquele período. 

Segundo o Diário, em janeiro de 1979 choveu três vezes mais que o esperado para a região, de acordo com a medição pluviométrica feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia. 

O Departamento Estadual de Estradas e Rodagem trabalhava em regime de plantão para atender a todas as demandas devido à cheia do Rio Doce. O ponto mais afetado em janeiro foi a Ilha dos Araújos, por sua posição geográfica. 

Alguns problemas causados pelo alto índice pluviométrico do verão de 1979 também foram elencados pelo jornal: paralisação do transporte realizado por balsa; dificuldade de fornecimento de água para o conjunto de apartamentos da Ilha dos Araújos; inundação das áreas às margens do Rio Doce como, por exemplo, ruas do Bairro São Pedro. Além disso, o bairro Santa Teresinha registrou desabamentos de aterros e obras de arrimo de sua única praça. 

Ainda de acordo com o jornal, o Semov e o Corpo de Bombeiros receberam muitos chamados de socorro por dia. No entanto, apenas duas mortes relacionadas às chuvas foram registradas naquele mês. 

A reportagem é ilustrada com 5 fotografias em preto e branco que mostram o Rio Doce, o córrego Figueirinha e algumas áreas afetadas pelas águas desses dois cursos d’água. 

A seguinte legenda determina a leitura das fotos: “As chuvas que têm caído nesta região vêm causando sérios problemas. Os cursos d’água que mais perturbam são o Córrego Figueirinha, que banha a área urbana, e o Rio Doce, por seu grande volume de água. Há vários pontos inundados, entre eles, sob o conjunto do BNH, na Ilha dos Araújos. As balsas estão paralisadas e muitos quintais e ruas invadidos”.