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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Papai Noel de caiaque.

 Diário do Rio Doce, 29/11/1985.


 Diário do Rio Doce, 29/11/1985.


 Diário do Rio Doce, 29/11/1985.


No fim de 1985 era bem possível que o Papai Noel só conseguisse chegar em alguns bairros de Governador Valadares usando um caiaque.

A situação foi a mesma de outros anos após uma forte chuva que caiu na região no dia 29 de novembro: transbordamento de rios e córregos, além de prejuízos para os moradores que também temiam contrair doenças.

Mas, segundo o Diário do Rio Doce, além dos danos, houve um caso inusitado no bairro São Cristóvão, onde os moradores estavam capturando peixes que nadavam no meio da rua. De acordo com o periódico, moradores “chegavam a disputar no tapa uma pescada boa”. Os peixes eram oriundos de uma represa administrada pelo SEMOV, que ruiu com o forte temporal daquele dia. 


Diário do Rio Doce, 19/12/1985.

A forte chuva do dia 29 também gerou preocupação em relação à continuidade das obras do Mergulhão, que deveria ser inaugurado no início de 1986. 

Rock in Rio...

Camilo. Diário do Rio Doce, 29/01/1985. 

Ilha dos Araújos

Rio Doce invade ruas e casas na Ilha dos Araújos. 
Diário do Rio Doce, 23/01/1985. 




O papel da imprensa valadarense na cena pública.

Os moradores de Governador Valadares, especialmente aqueles que residiam em periferias, cansados dos estragos causados pelas enchentes anuais, buscavam apoio do jornal Diário do Rio Doce para denunciar o descaso do poder público com os problemas causados pelas chuvas.
Foi o que aconteceu em janeiro de 1985, quando os moradores entraram em contato primeiro com o jornal, para depois recorrerem aos órgãos públicos responsáveis pela gestão da cidade. 

Os problemas relatados pelo jornal naquela ocasião são os mesmos de anos anteriores e o córrego Figueirinha continuava sendo um grande vilão para os moradores dos bairros periféricos. 

 Diário do Rio Doce, 11/01/1985. 

O próprio jornal abordou o papel da imprensa valadarense em reportagem publicada no final do mês de janeiro de 1985. Segundo o Diário do Rio Doce , representantes da imprensa se reuniram no gabinete do comando do 6º Batalhão da Polícia Militar na madrugada do dia 29 de janeiro, quando a situação se agravou. 

O jornal relatou que foi a pressão da imprensa que levou as autoridades a se posicionarem de forma mais enérgica e adotarem providências mais emergenciais para atender a população.
Repórteres de texto e repórteres fotográficos trabalharam em regime de plantão para cobrir os principais acontecimentos relativos às enchentes daquele mês, como a morte de um senhor que foi levado pelas correntezas do córrego Figueirinha. 


Diário do Rio Doce, 29/01/1985.