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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A ilha e as águas.

Diário do Rio Doce, 16/12/1992.


Em dezembro de 1992 o Diário do Rio Doce voltou a noticiar os problemas que os moradores da Ilha dos Araújos viviam durante o período chuvoso, quando as águas do Rio Doce tomavam as ruas do bairro. 

Águas de novembro.

Diário do Rio Doce, 04/11/1992. 

Diário do Rio Doce, 14/11/1992. 

Diário do Rio Doce, 14/11/1992. 


Com o início da estação chuvosa, era frequente o jornal Diário do Rio Doce noticiar fatos relacionados aos problemas causados pelas chuvas em Governador Valadares. Foi o que aconteceu em novembro de 1992, quando 5 edições do periódico veicularam reportagens sobre o tema.
Inundação de avenidas do centro da cidade, precariedade das estradas, abastecimento de água e assistência aos moradores das áreas ribeirinhas foram alguns dos temas abordados pelo jornal. 

Espera pela volta para casa.

Diário do Rio Doce, 27/01/1992.

Diário do Rio Doce, 27/01/1992.


O Diário do Rio Doce noticiou em 27 de janeiro de 1992 que o Rio Doce começava a baixar depois de alguns dias de chuva forte que provocou o desalojamento de diversas famílias que viviam em áreas ribeirinhas de Governador Valadares.
Com o rio voltando para seu leito normal, as 110 famílias desalojadas naquela ocasião esperavam retomar suas vidas normais o mais breve possível. 

Cheia do Rio Doce desaloja população.

Diário do Rio Doce, 26/01/1992.

Diário do Rio Doce, 26/01/1992.


Diário do Rio Doce, 26/01/1992.



Diário do Rio Doce, 26/01/1992.

Diário do Rio Doce, 26/01/1992.


Segundo o jornal Diário do Rio Doce, durante a madrugada do dia 26 de janeiro de 1992, o Rio Doce subiu três centímetros por hora. A previsão era de que na parte da manhã daquele dia as águas atingissem mais de três metros.
Com a enchente, muitas famílias tiveram que ser removidas de suas casas. Aquelas que não tinham amigos ou parentes que pudessem ajuda-las ficaram alojadas em escolas, igrejas ou nos prédios do SEMOV e do CAMIG.
Os bairros mais afetados foram o São Pedro, São Tarcísio, Santa Terezinha, São Paulo, Ilha dos Araújos. Além da preocupação com as perdas materiais, os valadarense também se preocupavam com a transmissão de doenças.
No bairro Santa Efigênia, Morro do Carapina (bairro Nossa Senhora das Graças), Morro da Orelha (bairro São Raimundo), bairro Santa Helena e bairro Vila Mariana o problema era o desabamento das casas. 

Estado de alerta.

Diário do Rio Doce, 25/01/1992. 

Diário do Rio Doce, 25/01/1992.




Em 25 de janeiro de 1992, o prefeito de Governador Valadares decretou estado de alerta na cidade devido às chuvas que provocavam a cheia do Rio Doce. Na região do Carapina, 17 barracos corriam o risco de desabar. No entanto, as famílias que ali viviam se recusavam a deixar o local, apesar do apoio oferecido pelo SEMOV. 


Águas do Rio Doce.

Diário do Rio Doce, 23/01/1992.

Diário do Rio Doce, 23/01/1992.


O Diário do Rio Doce noticiou em 23 de janeiro de 1991 não só a difícil situação que os valadarenses enfrentavam por causa das chuvas de verão, como também as conjunturas de outras cidades da região, como Mantena, Nacip Raidan e São Sebastião do Maranhão, também afetadas pelas enchentes.
Em Governador Valadares, mais uma vez os moradores ficaram à mercê das águas do Rio Doce. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Moradores tentam retomar rotina após as chuvas.

Em 18 de janeiro de 1992 o jornal Diário do Rio Doce relatou como, aos poucos, os moradores de Governador Valadares tentavam retomar suas rotinas após as águas do Rio Doce terem baixado.
Os proprietários das balsas também tentavam reaver sua rotina de trabalho, porque devido à força da correnteza do rio estavam proibidos de trabalhar até então. 


Diário do Rio Doce, 18/ 01/1992.

Correntezas

Em janeiro de 1992 cinco moradores de Governador Valadares perderam seus pertences ao tentarem transportar móveis e utensílios domésticos em uma balsa através o Rio Doce. As fortes correntezas levaram os objetos e quase provocaram a morte dos valadarenses. Com o transbordamento do Rio, casas dos bairros São Tarcísio, São Paulo e Ilha dos Araújos foram invadidas pelas águas. 


Diário do Rio Doce, 17/01/1992.

Diário do Rio Doce, 17/01/1992.




Sempre alerta.

Como em Governador Valadares os efeitos nocivos das chuvas já eram bastante conhecidos, especialmente na Ilha dos Araújos, bairro que primeiro sofria com as enchentes do Rio Doce, a Polícia Militar e a Defesa Civil permaneciam sempre em estado de alerta no período chuvoso. 





Diário do Rio Doce, 16/01/1992.



Segundo o Diário do Rio Doce, neste período do ano os moradores tinham que se virar da maneira que podiam para sair ou chegar em casa. Alguns moradores tiravam proveito da situação, faturando em cima dos problemas alheios, nas palavras do periódico. 


Era o caso de crianças e adolescentes do bairro São Vítor, que cobravam pela ajuda aos motoristas que ficavam com o carro atolado no trecho da BR- 259 que ligava o bairro São Vítor à sede da cidade.


Diário do Rio Doce, 16/01/1992.