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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Chuvas em Minas Gerais – a situação das cidades do interior segundo o Diário de Minas.



Durante os meses de janeiro e fevereiro de 1983 o Diário de Minas informou sobre a situação das cidades do interior que sofriam com as chuvas intensas naquela ocasião. 
A previsão meteorológica para janeiro era de ocorrência de chuvas contínuas nas Zonas da Mata e Metalúrgicas e no Triangulo Mineiro. Já no final de janeiro o número total das ocorrências efetuadas pela CEDEC no Estado contabilizavam 181 os municípios atingidos.
Em nota o periódico elencou as cidades mais atingidas pelas fortes chuvas: Barbacena, Caratinga, Diamantina, Governador Valadares, Juiz de Fora, Lavras, Pedra Azul e Pirapora.
As cidades de Virgem da Lapa, Três Corações e Ubá também sofreram com inundações e desabamentos e duas crianças morreram em Simão Pereira. 
Com relatos de estradas com trechos impedidos por deslizamentos e/ou inundações muitas viagens ao interior do estado foram canceladas em decorrência do péssimo estado das estradas após as chuvas. São citadas as cidades de Brumadinho, Suzana, Bonfim, Esmeraldas e Caio Martins.
Em fevereiro as cidades mais atingidas eram Araxá, Bambuí, Capinópolis, João Pinheiro, Patos de Minas, Sete Lagoas, Arinos e Paracatu. A cidade de Estrela do Sul decretou estado de calamidade pública;
O rio São Francisco transbordou entre Piumhí e Bambuí, deixando a ponte São Leão inundada, e em Pirapora, onde 194 pessoas ficaram desabrigadas.
Segundo o balanço da CEDEC o mês de fevereiro teve início com 4036 desabrigados, 1241 casas destruídas, 1605 casas danificadas, 42 pontes danificadas, 37 pontes destruídas, 219 municípios atingidos, 84 mortos.


Diário de Minas, 20/01/1983. 

Diário de Minas, 25/01/1983.

Diário de Minas, 02/02/1983.

Diário de Minas, 05/02/1983.





Autoridades se mobilizam devido ao caos das enchentes de 1979.



No início de fevereiro de 1979, o Diário de Minas noticiou o encontro do Governador de Minas Gerais, Ozanam Coelho, com o Ministro do Interior, Rangel Reis, onde foi apresentado ao ministro um relatório oficial dos prejuízos e da situação em que se encontrava Minas Gerais após as fortes chuvas que causaram enchentes em diversas cidades do estado. Segundo o periódico, a mobilização do governo estadual, não era só imediata, mas a médio e longo prazo, a fim de garantir a recuperação das áreas mais atingidas.

O jornal também informou sobre a chegada à Minas Gerais de um carregamento de vacinas e remédios enviado pelo Ministério da Saúde, bem como a liberação parcial da BR-262 para as cidades de Governador Valadares, Nova Era e João Monlevade, apesar da situação ainda ser crítica, sem a possibilidade de tráfego rodoviário pesado. Governador Valadares ficou entre as 73 cidades isoladas, sem energia elétrica e com problemas no abastecimento de água.

Diário de Minas, 07/02/1979. 

Diário de Minas, 08/02/1979.



Autoridades se mobilizam devido ao caos das enchentes de 1979.



No início de fevereiro de 1979, o Diário de Minas noticiou o encontro do Governador de Minas Gerais, Ozanam Coelho, com o Ministro do Interior, Rangel Reis, onde foi apresentado ao ministro um relatório oficial dos prejuízos e da situação em que se encontrava Minas Gerais após as fortes chuvas que causaram enchentes em diversas cidades do estado. Segundo o periódico, a mobilização do governo estadual, não era só imediata, mas a médio e longo prazo, a fim de garantir a recuperação das áreas mais atingidas.

O jornal também informou sobre a chegada à Minas Gerais de um carregamento de vacinas e remédios enviado pelo Ministério da Saúde, bem como a liberação parcial da BR-262 para as cidades de Governador Valadares, Nova Era e João Monlevade, apesar da situação ainda ser crítica, sem a possibilidade de tráfego rodoviário pesado. Governador Valadares ficou entre as 73 cidades isoladas, sem energia elétrica e com problemas no abastecimento de água.

Diário de Minas, 07/02/1979. 

Diário de Minas, 08/02/1979.



Estado de calamidade pública foi decretado em Minas Gerais após chuvas no início de 1979.



No dia 1º de fevereiro de 1979 o Diário de Minas informou sobre a situação em que se encontrava o Estado em decorrência das chuvas que haviam caído nos últimos 25 dias. Uma reunião foi realizada no Palácio dos Despachos entre a CEDEC, representantes do GEACAP, do Ministério do Interior e Justiça, do DER/MG, da SUPAM, da SUDENOR e da SUDENE, com o objetivo principal de avaliar e discutir os prejuízos causados e definir a melhor aplicação de recursos a fim de ajudar a população das áreas atingidas.

Já no dia 02 o jornal anunciou a decretação do estado de calamidade pública em Minas Gerais pelo governo federal. Devido ao grande volume de chuva que caia sobre o estado, trinta linhas de ônibus intermunicipais estavam com suas operações paralisadas. O Vale do Rio Doce era uma das regiões com as estradas em estado crítico e precário devido às chuvas. Em nota, o jornal também informou que o secretário de saúde, Francisco Gilberto Reis Araújo, determinou a instalação, na Assessoria de Serviços Gerais e em cada um dos 16 Centros Regionais de Saúde, de um plantão telefônico 24 horas, em caráter provisório, a fim de atender as necessidades médicas de qualquer região do estado causadas pelas chuvas e enchentes. De acordo com o periódico, eram cento e vinte e três cidades atingidas, quatro ilhadas, cinquenta e oito mortos e mais de vinte mil pessoas desabrigadas. 

Diário de Minas, 01/02/1979.



Diário de Minas, 02/02/1979.

Situação caótica vivida por Valadares após enchente.



Segundo o jornal Estado de Minas, a CEDEC de Governador Valadares informou que em meados de fevereiro eram aproximadamente 15 mil desabrigados e seis mortos na cidade. A inundação do rio atingiu, mesmo que parcialmente, 76 cidades e por isto não existiam números exatos de desabrigados e mortos de toda a região. 

O jornal reproduziu uma fala do subcoordenador do município, Sargento Valadares Simões, acerca da situação das áreas atingidas que apresentavam cerca de mais de um metro e meio de lama nas ruas e casas que permaneceram de pé. O sargento também versou sobre a questão da proliferação de doenças e reafirmou a importância do envio de vacinas e remédios, assim como o envio de alimentos para os flagelados. 

A situação de Governador Valadares era caótica: muitos desabrigados, poucos locais para alocá-los, além de muita lama e sujeira. O nível do Rio Doce ainda não havia baixado em algumas áreas e o prefeito pediu à Marinha uma draga, a fim de fazer o rebaixamento do leito do rio, pelo menos nas áreas urbanas.

Estado de Minas, 13/02/1979. 

Estado de Minas, 24/02/1979. 



“No Vale do Rio Doce, a pequena amostra do dilúvio”.



No dia 10 de fevereiro de 1979 o Estado de Minas noticiou uma das maiores enchentes vividas pelos moradores do Vale do Rio Doce. A matéria destacou a movimentação de aviões de guerra, de carreira e também de helicópteros, entre os aeroportos da Pampulha em Belo Horizonte e o de Governador Valadares, levando carregamentos de alimentos, vacinas e remédios para os desabrigados da região. 

Em Valadares as áreas mais atingidas pela chuva ocorrida três dias antes compreendiam alguns bairros periféricos e a Ilha dos Araújos. Nesta localidade, cerca de 12 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, sendo previsto um prejuízo não só de moradias, mas também no comércio da região, que era significativo. Houve registro de algumas discussões entre moradores da Ilha e de outros bairros afetados, acerca da atenção dispensada pela prefeitura a um e outro, entretanto, o jornal informou que “prevaleceu o espírito de solidariedade”. Alguns fazendeiros da região se reuniram a fim de arrecadar fundos para a reconstrução de casas, além de fornecerem leite e água potável aos moradores.

O engenheiro Felipe Nery do Serviço Autônomo de Águas e Esgoto (SAAE) disse ao jornal que seria preciso que o Rio Doce baixasse cerca de 60 cm para que o fornecimento de água fosse restabelecido, porém, no dia anterior à publicação da matéria, o nível do rio havia subido. A matéria observou ainda que a preocupação maior naquele momento residia nos desabrigados de origem mais humilde, e apresenta rapidamente dois exemplos:

A reportagem abordou também o impacto que a enchente teria na economia de Governador Valadares. As lavouras de subsistência da região foram arrasadas junto com pequenas criações. O jornal ressalta que, apesar da gravidade de situação, até aquele momento o prefeito da cidade, Raimundo Monteiro de Resende, não havia decretado o Estado de Calamidade Pública e, quando questionado, respondeu que tal ato caberia ao Governador do Estado de MG. 

Dentre outras providências, comissões foram formadas a fim de auxiliar na atuação durante o Estado de Emergência e fazer reivindicações junto ao governador. Há ainda uma nota referente à visita do Coronel Waldir Soares de Souza, Secretário Executivo da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), que percorreu todas as áreas atingidas e entregou à cidade milhares de doses de vacinas.

Estado de Minas, 10/02/1979.



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estado de alerta.

Diário do Rio Doce, 25/01/1992. 

Diário do Rio Doce, 25/01/1992.




Em 25 de janeiro de 1992, o prefeito de Governador Valadares decretou estado de alerta na cidade devido às chuvas que provocavam a cheia do Rio Doce. Na região do Carapina, 17 barracos corriam o risco de desabar. No entanto, as famílias que ali viviam se recusavam a deixar o local, apesar do apoio oferecido pelo SEMOV. 


Águas do Rio Doce.

Diário do Rio Doce, 23/01/1992.

Diário do Rio Doce, 23/01/1992.


O Diário do Rio Doce noticiou em 23 de janeiro de 1991 não só a difícil situação que os valadarenses enfrentavam por causa das chuvas de verão, como também as conjunturas de outras cidades da região, como Mantena, Nacip Raidan e São Sebastião do Maranhão, também afetadas pelas enchentes.
Em Governador Valadares, mais uma vez os moradores ficaram à mercê das águas do Rio Doce. 

domingo, 22 de setembro de 2013

As enchentes no Vale do Rio Doce


Diário do Rio Doce, 15/01/1991.

Diário do Rio Doce, 19/01/1991.


Em janeiro de 1991, a região do Vale do Rio Doce foi mais uma vez assolada pelas chuvas de verão. Não só a cidade de Governador Valadares, mas outros municípios menores tiveram muitos problemas causados por enchentes. Em Alpercata, por exemplo, as lavouras de milho e quiabo foram perdidas, pois ficaram debaixo d’água. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Córregos e chuvas.

Diário do Rio Doce, 15/01/1983. 

O transbordamento do córrego Figueirinha, em Governador Valadares, voltou a ser noticiado em janeiro de 1983 pelo jornal Diário do Rio Doce, principal periódico da região. 

As primeiras notícias davam conta de que muitos moradores dos bairros São Geraldo, Vila Mariana, Altinópolis e Santa Terezinha tinham sido surpreendidos pelas águas e estavam desabrigados. 

Também no bairro São Geraldo um jovem faleceu após mergulhar no Córrego Figueirinha e ser levado pela correnteza.


Outro bairro de Valadares que enfrentava problemas naquela ocasião era o bairro São Cristóvão, que passou a abrigar uma lagoa um ano antes, quando a mesma foi escoada do bairro Jardim Pérola. Vias importantes como a avenida JK ficavam intransitáveis devido ao acúmulo de água da chuva.

As chuvas de janeiro de 1982.

Assim como em outros anos, 1982 começou com motivos de preocupação para os habitantes do Vale do Rio Doce. Mais uma vez as águas do Rio Doce haviam subido devido às fortes chuvas, tanto na região de sua cabeceira quanto em Governador Valadares.


A BR-116, conhecida como Rio-Bahia, ficou interditada na região do rio Caratinga. Já em Valadares, os córregos Figueirinha e Onça provocaram inundações e causaram destruição de vias públicas. Os principais bairros atingidos foram o São Pedro, São Tarcísio, Ilha dos Araújos e bairro São Paulo, nas proximidades do Parque de Exposição Agropecuária. 

Diário do Rio Doce, 15/01/1982



O Diário do Rio Doce, noticiou os danos causados pelas chuvas de janeiro daquele ano e reiterou que os bairros considerados como áreas da elite valadarense também eram prejudicados, como no caso da Ilha dos Araújos, onde a avenida Beira-Rio ficou tomada pela lama.


 Diário do Rio Doce, 22/01/1982


A situação ficou realmente crítica no fim de janeiro quando diversas famílias tiveram que sair de suas casas e buscar abrigos em igrejas, escolas e casas de amigos. A hipótese de que as usinas administradas pela CEMIG teriam influenciado o aumento do nível das águas dos rios daquela região e gerado enchentes mais danosas, foi descartada pela Companhia Energética de Minas Gerais, que esclareceu a situação de suas usinas ao jornal Diário do Rio Doce.






 Diário do Rio Doce, 28/01/1982. 

domingo, 11 de agosto de 2013

Alerta Verde, documentário sobre as enchentes que aconteceram em Minas Gerais em 1979.

A seção de cinema do jornal Diário do Rio Doce publicou em janeiro de 1980 uma notícia referente ao documentário Alerta Verde produzido pelo jornalista William Saliba em 1979. O texto de Carlos Simões informa que o curta-metragem foi filmado entre fevereiro e outubro de 1979 nas regiões do Vale do Rio Doce, Vale do Mucuri e Jequitinhonha. 

Segundo o jornal “o roteiro baseia-se na ação humana depredadora e na poluição ambiental como causas do desequilíbrio ecológico que ocasionou as enchentes em Minas Gerais”. O jornal reproduz como fotografia uma cena do filme que mostra a violência do Rio Doce nas enchentes de 1979.


“Alerta Verde”. Carlos Simões. 
Diário do Rio Doce, 15/01/1980.